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:: A Opto na revista "Exame PME": 100 pequenas e médias empresas que mais crescrem
"A força das idéias Uma pesquisa exclusiva revela quais são as pequenas e médias empresas brasileiras que mais cresceram nos últimos três anos e a importância da inovação para colher resultados (...)"
É nesse ambiente que está a Opto. A empresa se enquadra entre aquelas que, no estudo, se colocaram como inovadoras por terem lançado um produto inédito no mercado. Castro está no comando de um negócio cuja razão de existir é o desenvolvimento de novas tecnologias em dois setores movidos a descobertas -- aeroespacial e medicina. Seus produtos ópticos podem ser empregados na fabricação de equipamentos para satélites espaciais, microscópios ou lentes para óculos. Nos últimos três anos, os pesquisadores da Opto vêm trabalhando na construção de duas câmeras fotográficas para um novo satélite que está sendo construído pelos governos do Brasil e da China. A empresa só se credenciou como fornecedora do consórcio porque tem como parte principal de seu patrimônio o capital intelectual de seus funcionários -- ali trabalham 43 pesquisadores com doutorado ou mestrado. Um enorme desafio que Castro e seus sócios enfrentam é fazer com que o conhecimento gerado por toda essa gente seja aproveitado no maior número possível de produtos. "A missão dos nossos cientistas é descobrir novos conhecimentos", afirma o engenheiro Antônio Fontana, de 45 anos, sócio da Opto e responsável pela área comercial. "Como empreendedores, queremos transformá-los em novos produtos." A passagem de conhecimento para produto não é algo tão fácil de fazer. Mesmo grandes empresas na fronteira da inovação, como o Google ou a Apple, têm de criar um ambiente que impeça que a inovação se disperse em aplicações que não geram resultados. "Uma das regras da Opto é não deixar que os pesquisadores se aproximem de qualquer produto cuja margem de lucro possa ser inferior a 30%", diz Fontana. Margens altas assim exigem produtividade -- um objetivo perseguido na Opto com um entusiasmo só comparável com o dedicado à própria inovação. O estilo Opto de trabalhar vem disso. Os cientistas estão hoje divididos em 12 grupos de trabalho. Cada grupo está encarregado de um projeto e tem um cientista como seu líder. Era preciso encontrar um jeito para que as descobertas de uma célula pudessem ser compartilhadas com as demais equipes sem engessar as pessoas em reuniões intermináveis. Por isso, muitas pesquisas são feitas num grande galpão onde, ao mesmo tempo, se trabalha e se conversa. "Mandamos abaixar a altura das divisórias para que físicos e engenheiros trocassem idéias", diz Fontana. Esse ambiente permitiu que algumas soluções encontradas pelo pessoal alocado ao projeto do satélite fossem empregadas, por exemplo, para incrementar um equipamento usado em cirurgias oftalmológicas desenvolvido por outro time. A preocupação de disseminar uma cultura aberta para solucionar problemas, como ocorre na Opto, é compartilhada, segundo o estudo EXAME PME/Deloitte, pela maior parte das empresas do ranking. Elas têm em comum várias práticas de gestão que visam fomentar a inovação dentro de seus muros. Outras atitudes importantes são investir constantemente em tecnologia, fazer parcerias com fornecedores para o desenvolvimento de produtos ou serviços e formar profissionais capacitados a lidar com a maior diversidade possível de desafios. Entre as 100 empresas que mais crescem, 39 delas contam com mecanismos para colher sugestões dos funcionários e possuem políticas de reconhecimento àqueles que contribuem com idéias inovadoras. Tudo isso, mostrou a pesquisa, é vital para que esses empreendedores possam manter acesa a competitividade de seus negócios. "Para inovar é preciso disciplina e dedicação", diz o consultor americano Kip Garland, da Innovation Seed, especializado em processos de inovação para pequenas e médias empresas. "Sem isso, corre-se o risco de a inovação dar lugar ao comodismo." (...)" Fonte: Revista "Exame PME" - edição de Setembro-Outubro 2007
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