Ministro participa da entrega da câmera MUX para os satélites Cbers 3 e 4

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, participou no dia 21 de julho, em São Carlos (SP), da cerimônia de entrega da câmera multiespectral MUX, que faz parte da carga útil dos satélites Cbers 3 e 4, programados para serem lançados em 2011 e 2014, respectivamente.
Trata-se da primeira câmera do gênero inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil. Além do ministro o diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), Gilberto Câmara, também participa da cerimônia.
A câmera MUX tem resolução de 20 metros no solo e produz imagens destinadas ao monitoramento ambiental e gerenciamento de recursos naturais. O equipamento será embarcado em satélites da série Cbers e seu desenvolvimento cumpre uma das funções do programa espacial brasileiro, que é a qualificação da indústria nacional. A empresa Opto Eletrônica, com sede em São Carlos (SP), foi contratada via licitação pública pelo Inpe para o desenvolvimento e fabricação da câmera.
Cbers
Com os satélites do programa Cbers (China-Brazil Earth Resources Satellite), o Brasil monitora desmatamentos, a expansão urbana e da agropecuária, entre outras aplicações. Já foram lançados três satélites da série, o Cbers 1, 2 e 2B, este atualmente em operação.
A política de acesso livre às imagens, uma iniciativa pioneira do Inpe, tem levado outros países como os Estados Unidos a também disponibilizar gratuitamente dados orbitais de média resolução. O download das imagens é feito no endereço: www.dgi.inpe.br/CDSR/
Além do fornecimento gratuito de imagens de satélite, que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro, o Programa Cbers promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o País.
O Cbers é hoje um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, ao lado do norte-americano Landsat, do francês Spot e do indiano ResourceSat. A missão de desenvolver e construir os satélites no Brasil cabe ao Inpe, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Na China, o programa está sob a responsabilidade da Chinese Academy of Space Technology (Cast).
Desde junho de 2004, quando ficaram disponíveis na internet, mais de meio milhão de imagens já foram distribuídas para cerca de 20 mil usuários em mais de duas mil instituições públicas e privadas, comprovando os benefícios econômicos e sociais da oferta gratuita de dados. Em média, são registrados diariamente 750 downloads no Catálogo Cbers.
Recentemente, Brasil e China decidiram oferecer gratuitamente as imagens para todo o continente africano. A distribuição das imagens contribui para que governos e organizações na África monitorem desastres naturais, desmatamento, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública. Mais informações no site: www.cbers.inpe.br/
Subvenção econômica
Nos últimos anos, o MCT, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinou à Opto Eletrônica mais de R$ 19 milhões. A maior parte dos repasses foi feita por meio da concessão de subvenção econômica para a inovação. O objetivo do Programa de Subvenção Econômica da Finep, lançado no Brasil em agosto de 2006, é promover um significativo aumento das atividades de inovação e o incremento da competitividade das empresas e da economia do País. A modalidade de apoio financeiro permite a aplicação de recursos públicos não-reembolsáveis diretamente em empresas, para compartilhar com elas os custos e riscos inerentes a tais atividades.
Além dos recursos do programa de Subvenção Econômica, a Finep também repassou à empresa mais R$ 3.360 milhões através do programa Pró-Inovação reembolsável. Com o apoio do MCT a Opto Eletrônica investiu em projetos de fabricação de filmes finos, dedicada à manufatura de filmes multi-espectrais para aplicação em sistemas de imageamento orbital, desenvolvimento de um dispositivo para geração de imagens tomográficas da retina, de visão térmica noturna, de câmera para de sensoriamente remoto, além de outros projetos.
Fonte: Portal do Ministério da Ciência e Tecnologia www.mct.gov.br/index.php/content/view/308586.html
